Sobre a Auto-estima

Atualizado: Jun 14





Existe um vazio que só pode ser preenchido por Deus.

Nada do que se possa adquirir tem o poder de nos satisfazer plenamente. O nosso corpo, a nossa personalidade e individualidade são patrimónios dos quais devemos cuidar.

Como?

Aceitando-nos exactamente como somos e descobrindo aonde queremos ir, isto é, qual o sentido da nossa vida.

O sentido de vida é algo extremamente importante a ser descoberto por nós. No entanto está longe de ser aquilo que nos é incutido pela sociedade através dos media ou pelos nossos pais e educadores. Esta é uma tarefa da nossa responsabilidade.

Todos procuramos na vida, por vezes inconscientemente, preencher esse vazio com diversões, filmes, desporto, cursos, espiritualidade, tabaco, comida, bebida, sexo, conversas de café, livros, cursos, espiritualidade, meditação, (! Espantem-se sim!) e por aí fora… nenhuma destas coisas, afirmo ser prejudicial em si mesma - mas tudo o que é feito em excesso deve ser observado. É usualmente uma fuga a nós mesmos.


Como detectar isso? Como sei que é uma fuga?

Quando não consigo estar só comigo mesmo e ouvir o meu diálogo interior.

O que acontece quando ouço o que vai dentro de mim?

Tenho de lidar com as minhas vozes interiores, as quais vou passar a chamar de sub-personalidades. Estas são muitas vezes contraditórias entre si. Incoerentes, criticam-nos, culpam-nos, dão-nos ideias que imaginamos ou sabemos serão mal aceites, condenam-nos deixando-nos por vezes paralisados. Sou isto, sou aquilo, não devia fazer isto mas faço, parece que não tenho controlo sobre mim, vou enlouquecer, não quero ouvir. Fujo, vou sair, vou fazer alguma coisa que cale estas vozes e então queixo-me a alguém, critico outros que ousam fazer o que me apavora, o que não me permito, invejo-os e nego-os, comparo-me com eles e desejo algo exterior a mim, que não sou, que não tenho … e isto não só é considerado socialmente normal, como é estimulado por ela. Compara-te com os outros e deseja ser igual ou melhor que eles! Que grande falácia. Que nos deixa a todos esquizofrénicos, stressados e perpetuamente angustiados.


Atribuímos a isso uma categoria e queixamo-nos: sou ansioso, nervoso, deprimido, triste, não gosto de mim, não sou capaz, sou feio, sou burro, sou demasiado isto ou aquilo, não vale a pena, não mereço, sou doente, não sou bom o suficiente… sou estúpido, sou uma besta, um animal, sou esquecido, sou despistado, sou pobre, sou um bicho, um lobo solitáiro, continua…

A lista de nomes feios e aparentemente inócuos com que até gracejamos a nosso respeito é infindável.


Focados no vir a ser, num futuro em que seremos felizes quando tivermos atingido isto ou aquilo, quando mudarmos isto ou aquilo - perdemos o único momento que importa viver, o aqui e agora, onde a nossa atenção e atitude pode trazer aquilo que verdadeiramente almejamos e nem sabemos.


Quando paro para me ouvir, fujo de mim, da minha dor interna. E, por vezes só depois de uma experiência traumática causadora de uma dor imposta pelo exterior, somos obrigados a ouvir-nos. Dor física, emocional, mental são os sinais indicadores de que precisamos corrigir algo nas nossas vidas. Algo que já não suportamos e já não nos serve. Esse algo é o nosso comportamento/atitude, mas é difícil reconhecer isso. Na maior parte dos casos troca-se de casa, de visual, de namorada, de carro, etc. e durante algum tempo achamos que está tudo bem. Até que nova dor se instale provocada por circunstâncias externas.


O que está mal afinal?

A auto-estima é um conceito moderno oriundo da psicologia mas que é em si mesmo paradoxal e, no meu entender, vazio. Pois se por um lado os psicólogos nos incitam a gostarmos de nós, por outro categorizam-nos como narcisistas, egocêntricos e egoístas. Onde ficamos afinal? Onde está o equilíbrio e a harmonia na auto-estima?

Há 2020 anos atrás o profeta Jesus veio revolucionar o Antigo Testamento. Dos 10 mandamentos, afirmou Ele, bastaria cumprir um único para que todos os outros ficassem implicitamente cumpridos. Esse mandamento é:

AMA O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

Ora imaginem a importância desta orientação, deste imperativo de vida!!!

Como é que o ser humano se afasta tanto disto? Parece ser tão simples, tão fácil, não é?

Inexoravelmente precisamos de ir às nossas raízes, à nossa infância pois aí começa o desamor dentro de nós.*

Observemos uma criança até cerca de um ano e meio ou até aos 3 anos. Totalmente desprotegida, plena de inocência, curiosidade, entusiasmo, confiante, segura, alegre, pronta a entregar o seu amor aos que dela cuidam e são para ela, o mundo - sua mãe e seu pai.

Procurem recordar, tocar com a imaginação e coração um destes sentimentos de confiança, liberdade para aprender e descobrir o mundo, que um dia tivemos.

Quando surgiu a primeira dor? O primeiro fechar sobre si próprio? Esta é uma área a explorar na vossa memória que vos dará inúmeras respostas.


Existe quem se disperse por outros caminhos como o rebirthing ou a regressão a vidas passadas, etc., mas a nossa infância contem já muito material para autoconhecimento e autodescoberta. Para começarmos finalmente a amar-nos a nós mesmos de forma incondicional, sem cairmos no egoísmo ou egocentrismo.


Ao lançarmos um novo olhar sobre a nossa infância temos a oportunidade de rescrever a nossa própria história. De levar luz, clareza, palavras de entendimento que naquela época não tínhamos para nos exprimirmos e nomear o que sentimos e não pudemos ou não ousámos exprimir por medo de perder o amor daqueles de quem estávamos dependentes.

Um renascer começará com este debruçar sobre a nossa infância. Preparemos um caderno e lancemos nele a nossa história. Acredite que o levará inevitavelmente à autocompreensão, autocompaixão, autoperdão. E, só então, quando dermos a nós mesmos o que precisamos (e por vezes mendigamos ou exigimos dos outros) estaremos aptos a dá-lo àqueles que amamos e com quem nos relacionamos.


Todos os nossos relacionamentos irão beneficiar deste auto-amor. A primeira verdadeira relação – madura, adulta - é a que temos connosco próprios. Ela reflecte-se no nosso diálogo interior.


Num momento de dor, desespero, desamparo estas vozes parecem-nos fragmentadas e são-no! Quando reconhecemos a origem dos nossos aparentes fragmentos expressos pelo nosso diálogo interior começa um processo de unificação do nosso ser interno. Nesse momento estamos a caminho de conhecer a nossa essência e construir a nossa individualidade. Começamos a descobrir quem realmente somos e é quase impossível não nos amarmos!


Quando há compreensão da nossa infância e dos padrões de dor e fuga que repetimos até chegarmos a este momento de iniciar o caminho do auto-amor , da auto-estima – começamos a compreender melhor os outros, individualmente, e aos grupos.


Disse um grande filósofo, Socrates:

CONHECE-TE A TI MESMO E CONHECERÁS O UNIVERSO.


Há também um denominador comum nas investigações da ciência quântica, segundo o autor Greg Braden, este:

1) Mostra-nos que fazemos parte de uma Matriz Divina.

2) Demonstra que a emoção humana (constituída por crenças, expectativas e sentimentos) é a linguagem reconhecida pela Matriz Divina.


e voltando de novo a Jesus Cristo, também disse que:

CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ.


Apreender a nossa íntima sensação do mundo exterior, reconhecê-la, aceitá-la e estudá-la levarnos-á à nossa essência.

A nossa essência procede da Matriz Divina, Deus, a fonte ou origem primordial da vida mas só pode ser reconhecida por nós mesmos apreendida através da nossa própria história e experiência de vida. Isto passa pelo conhecimento e reconhecimento da nossa personalidade/ego e de suas sub-personalidades. Nenhuma delas ficará para trás até chegarmos à nossa individualidade.

Entenda-se que a nossa individualidade é o nosso ser original após o seu processo de maturação, que creio ser infinito. Ela está manifesta, por exemplo, na nossa impressão digital única, irrepetível.

Não é isto um intrigante mistério por descobrir? Quem sou eu, cujo polegar é diferente de todos os outros polegares?


O caminho que serviu a uma pessoa que admiramos é bom para ela mesma. Precisamos descobrir o nosso próprio caminho. Podemos inspirar-nos nos caminhos de outros mas não devemos seguir ninguém – apenas a nossa própria voz interior conta, a voz da individualidade unificada. Este é o trabalho de uma vida. Não se pode comprar e não se pode perder; é feito pela nossa experiência, pela nossa vivência quotidiana, a nossa vontade e desejo de conhecer a verdade sobre nós mesmos.

A astrologia poderá ajudar, conheça o seu mapa astrológico.


CONHECER-ME (AJUDAR-ME) A MIM PRÓPRIO


Acima, procurei contextualizar, situar a questão da auto-estima e sua origem na infância. Espero ter-vos feito tomar consciência de que tudo o que precisamos para estar em harmonia e equilíbrio com a Vida, quer a nível físico, emocional ou mental está dentro de nós.

A sensação de paz, serenidade, alegria, segurança e unidade interior são o resultado da nossa auto-descoberta, auto-aceitação e amor-próprio incondicional.

Este é, para mim, o objectivo de vida de todos nós. Estes são os tesouros verdadeiros que nenhuma pessoa, situação ou coisa nos pode tirar. São tesouros imperecíveis, estruturam-nos, dão-nos verdadeiro poder, o único poder que vale a pena adquirir. O poder sobre nós mesmos com a auto-realização e a paz que dele advém. O caminho é vosso e faz-se caminhando.


Partilho a seguir algumas técnicas que poderão ajudar neste processo de auto-conhecimento. Extraídas do livro “ O Toque da Cura” de Alice Burmeister e Tom Monte, páginas 25 e 26.

Lembrem-se que nenhuma técnica faz milagres por si, elas ajudam no processo. Conhecer a si mesmo é o trabalho de uma vida!

O importante é começar, persistir, continuar, continuar, recomeçar.


Vai ser fácil?

Não. Mas, é preciso começar e nunca desistir.

Podemos descansar?

Claro que sim! Mas se nos distrairmos, a nossa vibração, frequência, coração irá atrair, a seu tempo, a experiência/situação de vida a relembrar que há dores que precisam ser curadas em nós, observadas, compreendidas, conhecidas, amadas, perdoadas, curadas.


Não precisamos procurar problemas/desafios, eles virão a nós no momento certo e até inesperado.


Preciso de me esforçar?

Não. Tal como uma alface não cresce mais rápido se lhe puxarmos pelas folhas. Podemos e devemos desfrutar das coisas boas que apreciamos na vida com entrega total a cada momento.


A alegria é o barómetro!


Mas quando houver dor , um sentimento de desarmonia, essa é a porta do crescimento, por onde pode entrar mais luz, amor e alegria. Precisamos compreender, analisar, estudar essa dor até que ela se dissipe.

Até que um dia todas as dores se dissiparão, mas até lá… Orai e vigiai!



A técnica abaixo visa o equilíbrio da energia no nosso corpo físico, emocional e mental harmonizando-nos no Todo que é o Universo.


Para mais detalhes, consulte o livro O Toque da Cura.


Pela sua simplicidade, poderá aplicar esta técnica no autocarro, enquanto espera alguém, como forma de meditação. Consiste em tocar segurando suavemente cada um dos dedos durante 2 a 10 minutos, na sequência abaixo indicada. Pode ser feito indiferenciadamente na mão esquerda ou direita. Relaxe o corpo, observe a sua respiração e concentre-se sentindo o calor, o pulsar de cada dedo durante esses 2 minutos ou mais. É a continuidade na aplicação desta técnica que trará os melhores resultados.


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1. Centro da palma da mão

2. Polegar

3. Anelar

4. Dedo médio

5. Indicador

6. Dedo mindinho





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