Auto-estima não significa auto-apego

Atualizado: Set 1



Quando compreendermos realmente a lei do Karma, com todo o seu inflexível poder e complexas repercussões ao longo de muitas, muitas vidas, e tivermos visto como o nosso auto-apego, vida após vida, nos atirou repetidamente para as malhas de uma ignorância que parece apertar-nos cada vez com mais força, quando na verdade entendermos a perigosa natureza das actividades de auto-apego da mente, quando seguirmos na pista das suas manobras até aos esconderijos mais subtis, quando nos apercebermos de como se caracteriza a nossa mente vulgar e as suas acções – estreitas e obscuras precisamente por causa dessa mente que tornou quase impossível pôr a descoberto o cerne do amor incondicional e nos bloqueou todas as fontes de um amor verdadeiro e de uma real compaixão -, então surge um momento em que compreendemos, com uma clareza extrema e pungente as palavras de Shantideva:

Se todos os males,

Medos e sofrimentos do mundo,

Nascem do auto-apego,

Que necessidade tenho de tal espírito maligno?

E nasce em nós a resolução de destruir esse espírito maligno, que é o nosso maior inimigo. Depois de ele ter sido a causa de todos os nossos sofrimentos será removida e passará a brilhar a nossa verdadeira natureza, com toda a sua amplitude e generosidade dinâmica.


De ‘O Livro Tibetano da Vida e da Morte’

de Sogyal Rinpoche

a vida partilhada tem outro sabor

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* a terapeuta escreve sem considerar o acordo ortográfico