Cinco razões para não comer carne


A carne de animais traz muito mais prejuízos do que benefícios ao corpo humano, que não foi projectado para processá-la. De lenta digestão e repleta de toxinas, ela sobrecarrega o nosso metabolismo, causa doenças e encurta o nosso tempo de vida. 1. Características anatómicas e fisiológicas A dieta de qualquer animal corresponde à sua estrutura fisiológica. Analisando a anatomia e a fisiologia dos animais carnívoros e dos seres humanos, percebemos as diferenças que justificam a alimentação de cada um. Os carnívoros não têm dentes para trituração, pois a carne não precisa ser mastigada. Apresentam glândulas salivares pequenas; a saliva que produzem é ácida e não tem ptialina, a enzima que pré-digere os cereais. No estômago encontramos ácido muriático, que dissolve os músculos e ossos. Por fim, os carnívoros transpiram pela língua e não têm poros na pele. Essa é uma característica que está associada ao hábito de caçar durante a noite, quando é mais frio; durante o dia, quando é quente, os caçadores passam a maior parte do tempo a dormir. Já os seres humanos não têm os dentes afiados necessários para rasgar a carne, mas têm os molares, que trituram alimentos fibrosos como cereais e vegetais. As suas glândulas salivares, bem desenvolvidas, produzem uma saliva alcalina rica em ptialina, enzima necessária à pré-digestão de alimentos de origem vegetal. Os seus ácidos estomacais são 20 vezes mais fracos do que os dos carnívoros. Os intestinos humanos, cujo comprimento é 12 vezes a altura do corpo, podem ser longos porque os alimentos vegetais não apodrecem tão rápido e, assim, são eliminados pelo corpo mais lentamente. Como os animais herbívoros, que permanecem muito tempo ao sol a colher o seu alimento, os humanos têm poros na pele para realizar a troca de calor com o ambiente por meio da transpiração. Além das diferenças fisiológicas e anatómicas, há também as comportamentais. Somos desprovidos do instinto do animal carnívoro, que saliva ao sentir o cheiro de carne crua. Não costumamos farejar nem atacar seres vivos e estraçalhá-los; na verdade, preferimos deixar que outros matem os animais que comeremos e destrinchem os seus corpos. Em vez de comer carne crua, preferimos cozinhá-la, assá-la, fritá-la e disfarçá-la com todo tipo de molhos e temperos para que ela não guarde nenhuma semelhança com o seu estado original. Em compensação, salivamos ao ver uma fruta madura e sentir o seu perfume, e mesmo que não tenhamos fome somos capazes de comê-la simplesmente porque ela é saborosa. 2. Ingestão de substâncias tóxicas Pesquisas realizadas com vegetarianos mostram que a incidência de cancro entre eles é bem menor do que entre pessoas que comem carne. A expectativa de vida nos vegetarianos também é maior. As bactérias dos intestinos de quem come carne reagem com os sucos digestivos, formando substâncias químicas que são suspeitas de causarem cancro. Isso pode explicar porquê a incidência de cancro do intestino é maior em regiões onde há um grande consumo de carne, como na América do Norte e Europa Ocidental, e rara em países mais vegetarianos como a India. Existe uma correlação entre a ingestão de carne e a incidência de problemas cardiovasculares. As gorduras animais não são bem desdobradas no corpo humano. Elas começam a sedimentar-se nos vasos sanguíneos e dificultam a circulação do sangue, gerando a arteriosclerose. Com isso há uma sobrecarga do coração, que precisa trabalhar mais para bombear o sangue através das veias obstruídas, e o quadro evolui para hipertensão arterial, enfartes e derrames. As pessoas que alimentam-se de carne estão também a ingerir uma série de substâncias químicas, a começar pelas hormonas e anabolizantes ministrados aos animais para acelerar a engorda; os agrotóxicos, venenos e detritos encontrados nas rações e pastagens e que se acumulam nos tecidos do animal durante anos; as toxinas, como a adrenalina, descarregadas no sangue do animal aterrorizado ante a morte; e também os conservantes que os frigoríficos adicionam às carnes para que elas mantenham o aspecto fresco por mais tempo. Assim que um animal é morto, um processo químico é deflagrado para levar o seu corpo ao processo de putrefação. Pelo tempo transcorrido entre o matadouro e a mesa, pode-se imaginar o estado de decomposição da carne servida no jantar. E ainda há os cinco dias que ela passa no interior do sistema digestivo que, como já foi citado anteriormente, não foi feito para digeri-la. A carne crua é extremamente contaminada por bactérias, podendo causar infecções. Frequentemente bactérias patogénicas não são destruídas nem mesmo pelo cozimento, em especial se a carne for preparada "mal passada". E lesões cutâneas produzidas com facas em contacto com a carne podem produzir infecções. Quem come carne está sujeito a ter contacto com doenças não detectadas ou mesmo ignoradas pelos criadores de animais de corte. Frequentemente, se um animal tem um tumor nalguma parte do corpo, ela é extraída e o resto do corpo é colocado no mercado. Às vezes, os próprios tumores são incorporados à preparação de embutidos e passam a ser chamados de "partes". Experimentalmente, descobriu-se que se o fígado de uma animal doente for usado como alimento de peixe, este adquirirá cancro. 3. Prejuízos ao metabolismo Entre os resíduos indesejáveis acumulados no organismo dos comedores de carne, destacam-se a ureia e o ácido úrico. Um médico americano, ao analisar a urina de comedores de carne e de vegetarianos, constatou que os rins dos carnívoros têm de trabalhar 3 vezes mais do que os dos vegetarianos para eliminar compostos de nitrogénio encontrados na carne. Enquanto jovens, os rins conseguem suportar esta carga extra, mas, à medida em que envelhecem e tornam-se prematuramente cansados, o ácido úrico que não conseguem processar deposita-se no corpo: nos músculos, onde endurecem e formam cristais; nas articulações, provocando os dolorosos problemas de reumatismo, artrite e gota; e nos nervos, resultando em neurites e ciática. Como o nosso sistema digestivo não foi projectado para uma dieta de carne, e esta tem um teor extremamente baixo de fibras, as funções intestinais são prejudicadas e surge assim a obstipação. A carne move-se quatro vezes mais lentamente do que cereais e legumes através do sistema digestivo. Pesquisas concluíram que o padrão saudável de eliminação requer uma grande quantidade de fibra para prevenir doenças tais como apendicite, diverticulite, cancro do cólon, obesidade etc.. 4. Razões sociais e éticas A carne é o alimento mais antieconómico e ineficiente que existe. O custo de meio quilo de proteína de carne é 20 vezes mais alto do que o de uma proteína de vegetal de igual capacidade nutritiva. Das proteínas e calorias com que alimentamos os animais de corte, apenas 10% são recuperados na carne que comemos, o que significa um desperdício de 90%. As terras usadas como pastagens seriam mais produtivas se utilizadas para a plantação de cereais, legumes, verduras e frutas para consumo do homem. Um acre de terra usado para o cultivo da soja gera 17 vezes mais proteínas que a mesma área usada na criação de gado. Já o consumo de água para a manutenção de uma criação é 8 vezes maior do que a necessária para irrigar um plantação. Conclusão: enquanto milhões de pessoas em todo o mundo passam fome, grandes extensões de terra são usadas para a criação de animais para o fornecimento da carne que lentamente destrói o corpo de quem dela se alimenta. Mas, certamente, uma das mais fortes razões para não comer carne é a de que não devemos tirar a vida, nem mesmo de um animal. É preferível retirar o alimento do reino vegetal, cuja consciência é pouco desenvolvida, do que do reino animal, que tem uma consciência mais desenvolvida. 5. Uma questão de energia vital O princípio da energia vital afirma que certos alimentos contém mais força vital (prana) do que outros. A importância da vitalidade nos alimentos era reconhecida por Pitágoras, que dizia: "Apenas alimentos vivos e frescos podem dar condições ao homem de aprender a verdade". Sabemos que toda a vida depende da energia do sol, e esta é armazenada nas plantas verdes, nas frutas, castanhas, cereais, etc. Quando comemos estes alimentos, consumimos energia solar directamente. Noutras palavras, alimentamo-nos de comida "viva" com quase toda energia solar ainda intacta. Muitas plantas retém a sua energia vital por muitos dias após serem colhidas, sendo ainda capazes de brotar e crescer. Por milhares de anos os iogues e os sábios têm nos ensinados que tanto a mente quanto o corpo são profundamente influenciados pelo que comemos."Você é o que come", diz o ditado. E os nossos antepassados, será que comiam carne? Não! Eles eram vegetarianos e não comiam carne, excepto em situações de extrema necessidade. Alguns cientistas, inclusive Charles Darwin, concordam que os primeiros seres humanos eram comedores de frutas e legumes, e que a nossa anatomia não mudou ao longo da história. O cientista sueco Von Linné afirma: "A estrutura interna e externa do homem, comparada a dos outros animais, mostra que legumes e frutas constituem o seu alimento natural". Foi apenas durante a última Era Glacial, quando a sua dieta normal de frutas e legumes se tornou inacessível, que os primeiros seres humanos tiveram que começar a comer carne de animais para sobreviverem. Infelizmente o costume continuou depois da Era Glacial, seja por necessidade (caso dos esquimós e tribos que moram no extremo norte), por hábito ou por falta de conhecimento. (desconheço o autor mas um Grande ObrigadA por este artigo)

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